Maré cheia e alto índice pluviométrico causam alagamentos em Lauro de Freitas

Alagamentos decorrentes de chuvas intensas e do fenômeno da maré alta voltaram a ser registrados, nesta quarta-feira (13), em Lauro de Freitas. As inundações no município foram intensificadas por conta da liberação de águas nas barragens dos rios Ipitanga e Joanes. O aumento no volume de água do Rio Joanes reteve o escoamento do Ipitanga ocasionando alagamentos na Beira Rio, no Centro, e em trechos dos bairros Caji e Caixa D´Água. Há 15 anos as comportas dessas barragens não eram abertas.

As transversais da Rua da Mangueira, no bairro de Caji e Caixa D’água, foram os pontos mais atingidos pelas fortes chuvas que vêm caindo na cidade, há  duas semanas. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania (SEMDESC) encaminhou, nesse período, 24 famílias do bairro para o Programa Municipal Bolsa Aluguel. A Prefeitura também disponibilizou abrigo para famílias que precisavam deixar suas casas, mas elas optaram por ficar com parentes e amigos.

A Defesa Civil Municipal acionou o Corpo de Bombeiros para retirar famílias ilhadas no Caji, ainda nesta quarta (13), e registrou mais de 20 ocorrências, entre casas com problemas estruturais e deslizamento de encosta nos bairros de Areia Branca e Quingoma.

Pontos de alagamentos se formaram nas principais vias da cidade, com as Avenidas Beira Rio, Gerino de Souza Filho, Luíz Tarquínio. Ruas do Jardim do Jockey Clube também ficaram alagadas. Na Avenida 2 de julho, um buraco se abriu devido a infiltração da água. Pontos críticos nas localidades de Boca da Mata, em Portão, e Tropical de Baixo, na Itinga, foram inspecionados por equipes da Defesa Civil

Agentes da Operação Chuva da Prefeitura Municipal seguem monitorando áreas de riscos, além de atuar com ações preventivas e encaminhar famílias afetadas para programas sociais.

Fatores de alagamentos

Os alagamentos em Lauro de Freitas têm sido intensificados pela retenção de água do Rio Ipitanga, que não consegue escoar para o Rio Joanes devido à maré alta e o alto índice pluviométrico. Com as fortes chuvas, barragens da Região Metropolitana e uma localizada no bairro do Jambeiro, tiveram que ser abertas para liberar o grande volume de água captada. Quando a maré está alta, as águas recebidas pelo Joanes sobem o nível e impedem as águas do Ipitanga de  fluir com rapidez, causando alagamentos.  

O descarte irregular de lixo e entulho é outro fator que tem contribuído para a obstrução de bocas de lobos e transbordamento de canais fluviais e rios, o que agrava a situação de alagamentos em vias públicas, além da agressão ao meio ambiente. A Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SESP) realiza a limpeza de córregos e mananciais em mais de 30 pontos críticos constantemente. No período de fortes chuvas, trabalhos de desobstrução de emergências são intensificados.

Obras de prevenção

As obras de Macrodrenagem dos Rios Joanes e Ipitanga, e ações de prevenção da Prefeitura, têm minimizado os impactos das fortes chuvas. Em execução pelo Governo do Estado, as obras de manejo de águas pluviais já começaram a diminuir consideravelmente as enchentes. A macrodrenagem consiste na construção de seis reservatórios de amortecimento, obras de desassoreamento e alargamento da calha em cinco quilômetros dos afluentes.

Na última semana do mês de abril, três reservatórios da macrodrenagem, um já finalizado, localizado em frente ao Aeroporto, e outros dois em fase de conclusão, próximo ao Restaurante Popular, e na Base Aérea, acumularam mais de um milhão de metros cúbicos de água. Sem os reservatórios, todo o volume retido teria sido direcionado de uma só vez para os rios, aumentando a intensidade dos alagamentos.

Outras obras de prevenção aos impactos da chuva já foram executadas pela Prefeitura como o desvio do Canal dos Irmãos, na Rua Jackson Costa (entrada de Vilas do Atlântico), alargamento do Canal do Horto e a construção de cinco encostas. A Prefeitura Municipal orienta que em caso de emergência, a população deve acionar os serviços pelos telefones 156/3369-3710 (CIMU), 199/3288-8628 (Defesa Civil), 193 (Corpo de Bombeiros).

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